fALAER A SÉRIO PROVÉRBIOS

Falar a sério a brincar

Toda esta situação, vivida há exatamente 10 meses, está a “ser um grande bico de obra” e a deixar-nos “feitos num oito”.  E há muito que nos chegou “a mostarda ao nariz”.

“Enquanto o diabo esfrega um olho”, tudo “foi por água abaixo”, tantos projetos ficaram em “águas de bacalhau” e foi preciso dar “corda às sapatilhas” para nos reinventarmos.

Confinados em casa, fizemos experiências culinárias. Muitos queixaram-se que estavam a “comer que nem um abade” e a cozinhar pratos de fazer “crescer água na boca” só de ver as fotos. Mas, o pior foi para aqueles que ficaram “de mãos a abanar”, sem emprego, sem dinheiro e sem ter o que comer. Felizmente, há sempre gente solidária que, “de braços abertos”, “arregaça as mangas” e põe “pernas ao caminho” para ajudar.

Muita gente estava, e continua, “pelos cabelos” e com “a cabeça em água”. Os professores tiveram trabalho acrescido, com as aulas à distância e, às vezes, parecia que “falavam para o boneco” ou “com os seus botões”. Agora, são aulas em presença e à distância e não “há santo que aguente”. As paciências “estão por um fio”! Mas, temos de pensar naqueles que têm passado as verdadeiras “passas do Algarve”, os doentes e todos os que trabalham nos hospitais. Estes, sim, têm-se mostrado “à altura” e “comido o pão que o diabo amassou”.

E viajamos todos “no mesmo barco”? Não me parece! Não estamos todos “no mesmo pé de igualdade” e é preciso pôr “os pontos nos iis”! Se uns encontraram o “negócio da China”, se uns “não têm mãos a medir” de tanto trabalho, outros estão mesmo em “maus lençóis”, “com a corda na garganta”, a “apertar o cinto” de tal maneira que até dói. “Não pregam olho” e passam noites “em claro”. E muitos vão ficar “apanhados do clima”. Empresas e comércio “às moscas” trazem consequências. Se há gente que é “pau para toda a colher” e aguenta firmemente, outros há que “não podem com uma gata pelo rabo” e rapidamente se “vão abaixo das canetas”. Já se nota nas escolas, e os psicólogos não “têm mãos a medir”.

“Arejar as ideias” ao sol parece que ajuda. Depois do desconfinamento, o povo saiu à rua, como se “não houvesse amanhã”, e todos ficamos à espera que não “ficasse o caldo entornado” e que a libertação não fosse “sol de pouca dura”. É um facto que todos estávamos a necessitar de “desenferrujar a língua” com os amigos, o verão aproximou-se a passos largos e, com ele, a época de se fazerem planos para férias. No entanto, não adiantou “fazer castelos no ar”! O vírus veio para ficar, continua a dar-nos “água pela barba”, “leva-nos aos arames” e “deixa-nos às aranhas”. Se queríamos “mudar de ares”, tivemos de pensar em “ir para fora cá dentro” (de preferência no nosso jardim ou terraço!!!)!.

Somos um povo “de armas”, assim “reza a História”. Mas, santa paciência! Não temos “sangue de barata”! “Cortarem-nos as asas”, isso não! “Deixarem-nos atados de pés e mãos”, nem pensar! E, ainda por cima, com “uma mão à frente e outra atrás” deixa qualquer um “com os azeites”!

Seria “ouro sobre azul” se o danado vírus, “num abrir e fechar de olhos”, se “despedisse à francesa”, e partisse tão depressa como chegou. Mas não! O tempo provou que o bicho não “está para brincadeiras” e não quer que o desafiem. O Natal e a passagem de ano assim o provaram e é preciso “andar na linha” pois o vírus voltou a “pintar a manta”. E o Ano Novo entrou tão velho como o anterior!

“Estamos a braços” com uma situação complicada, é certo, mas não vamos “baixar os braços”, mesmo “estando em brasa”. O novo confinamento obriga-nos a “fazer das tripas coração” e a dedicarmo-nos “de alma e coração” a um projeto que nos mantenha a saúde mental. A leitura, por exemplo. Esta “arma” contra o tédio pode ajudar a combater alguns problemas e a descobrir o mundo que a pandemia nos vedou. Dos livros não virá “mal ao mundo”, estou certa! Muita gente “torce o nariz” aos livros e não sabe o que perde! E, se as bibliotecas públicas e as livrarias fecharam, as bibliotecas escolares continuam abertas e ávidas de leitores.

“Para a frente é o caminho” e tudo isto há de “passar à História”! Não sei é quando. Encontrar a solução tem sido “como encontrar uma agulha num palheiro”. Também não sei se tudo será “fechado com chave de ouro”, apesar da vacina! O melhor será “tirarmos o cavalinho da chuva” e “esperarmos sentados” que a coisa passe!

Ah! Já agora, para que “não nos saia cara a brincadeira” (ainda mais!), “cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.

Ana Paula Oliveira

janeiro 2021

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