Desconfinar… devagarinho

As últimas semanas foram intensas, com o medo a turvar-nos a clareza e os abraços refreados a apertarem-nos o peito. Mas também foi tempo de cumplicidades e de reinvenções. Pais e filhos reforçaram laços… para sempre.

Pais em teletrabalho com crianças em casa para cuidar, alimentar, entreter, guiar ou ensinar foi (e ainda é) um cenário comum em muitas casas. Ouvimos queixas e gritos de desespero, com as múltiplas obrigações – e a falta de paciência – a arrasarem as almas mais serenas. Enfim, resignados, os pais muniram-se dos seus superpoderes e passaram ao ataque. E assim, conseguiram ânimo para gerir o caos e imaginação para inventar momentos especiais – que vão ficar na memória para sempre.

Um puzzle, uma história, um desenho, uma canção, um bolo. Um acampamento no quarto, uma caça ao tesouro, um workshop de culinária, uns minutos de dança, um passeio no jardim. Tudo serviu para aliviar a quarentena. E vincar afetos.

O mais certo é que tenham existido momentos turbulentos, explosões de raiva e desabafos sentidos, que pais e filhos tenham feito birras e reclamações disparatadas. Mas acredito que, passada a tormenta, a calma imperou e a imaginação venceu (não fossemos, como lembrou o Presidente, “os melhores dos melhores”). E até saímos diferentes, de orgulho lavado e coração cheio.

Em pleno desconfinamento, não queiram deitar tudo a perder: aproveitem a liberdade para respirar, mas lembrem-se dos tempos de clausura… e voltem a brincar juntos.

P.S. Em mês da Criança, e quando os mais pequenos se veem a braços com regras de convívio ofensivas e impraticáveis, fica um apelo ao bom senso. Porque a infância é irrepetível… e há marcas que perduram.      

Helena Gatinho

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