Dois novos projetos ganham vida no Museu da Cidade

O Museu da Cidade, projeto recente do Município do Porto, continua ativo através de duas novas plataformas, que estão disponíveis no novo website, composta por textos, sons, imagens, que a equipa de programação foi recolhendo durante este tempo de reclusão e de reflexão: Sinal Respiratório e Gabinete Atmosférico.O recém-fundado Museu à escala da Cidade, que abraça 16 estações museológicas dispersas pelo Porto, viu suspensas as atividades programadas por força da atual crise. No entanto, embora “fechado na sua concha”, continuou permanentemente ativo, preparando o regresso sob outra forma.

Na verdade, nunca foi tão urgente e fez tanto sentido olhar e escutar a natureza. Questão transversal a todos os que habitam o mundo, a natureza é também o primeiro tema-âncora proposto pelo Museu da Cidade.

Com anúncio do novo website através do endereço museudacidadeporto.pt o Museu da Cidade aproveitou este intervalo forçado para abrir um espaço aéreo, onde criou “um balão de oxigénio” para respirar, enquanto resposta à situação vivida atualmente. Assim, o visitante recebe um Sinal Respiratório sob a forma de missiva – textos, sons, imagens “de sopro e de ar” -, que a equipa de programação foi reunindo e compondo.

Neste tempo, as Plataformas Públicas previstas para discussão à volta dos programas museológicos das futuras estações do Museu da Cidade, nomeadamente a Extensão da Natureza, do Douro e do Romantismo, instalam-se agora no Gabinete Atmosférico, com convite à participação da comunidade, abrindo um discurso partilhado de certezas e inquietações sobre o museu que queremos para a cidade.

Entre fevereiro e março, o Museu da Cidade inaugurou três novos espaços expositivos, encontrando-se a preparar a abertura compassada das restantes estações, a partir da vocação particular de cada uma. Em retrospetiva dos primeiros passos visíveis, o Gabinete do Desenho da Casa Guerra Junqueiro acolheu a linguagem da natureza nos desenhos e gravuras de Ilda David’, em “Por trás das árvores há um outro mundo”.

No âmbito do programa comemorativo dos duzentos anos da Revolução Liberal, abriu no Gabinete do Tempo da Casa do Infante a exposição “1820 – Revolução Liberal do Porto”, a partir da qual se prepara agora um livro com investigação do especialista José Manuel Lopes Cordeiro. Já na Biblioteca Sonora, o verdadeiro coração pulsante do Museu da Cidade, “Livros são árvores, bibliotecas são florestas” constituiu o primeiro momento do ciclo do batizado Gabinete do Som, lugar privilegiado para olhar e ouvir as palavras e os sons.

O Museu da Cidade prolongará as datas das exposições já inauguradas, a partir de uma nova agenda programática, reabrindo assim que as regras de saúde pública o permitam.

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