Programa InResidence atribui bolsas de residência artística

O InResidence já vai na quarta edição e, até à data, já apoiou 17 residências artísticas. Numa altura em que as artes sofrem as repercussões da paragem forçada pela pandemia, todos os apoios são bem-vindos! O programa municipal InResidence volta para incentivar a criação artística através do financiamento de residências artísticas em oito espaços culturais não municipais. Durante pelo menos dois meses, artistas de várias áreas instalam-se no Porto para explorar as suas práticas em relação com artistas, projetos e referências locais. O financiamento atribuído a cada um varia entre os 4000€ e os 6000€, tendo em conta se o artista é de origem nacional, europeia ou de outros continentes.

O programa volta a abranger espaços e estruturas como a Circolando, a Escola das Artes da Universidade Católica do Porto, a mala voadora, o Maus Hábitos, a Rua do Sol e a Sonoscopia, e acolhe os estreantes A Turma e o Instituto.

Entre os artistas que integram o InResidence 2020 estão Julia Croft, artista neozelandesa que cria performances nas áreas de teatro e dança, que desenvolve com a mala voadora o seu próximo espectáculo, TerrapolisNina Amat, artista visual interdisciplinar que vive entre Barcelona e Nova Iorque e que vai habitar A Turma para construir Interiors, “projecto de pesquisa que procura recriar diferentes vidas interiores de alguns moradores do Porto através das suas janelas”; Ben Russell, artista, cineasta e curador norte-americano que vai ocupar a Escola das Artes numa “lógica de aproximação a diversos objectos artísticos, envolvendo diferentes artistas e performers”, para depois ali apresentar a exposição A Montanha InvisívelNelsa Guambe, criadora moçambicana que aborda “vozes e corpos marginalizados” e que estará no Instituto para dialogar com artistas e programação locais; o duo brasileiro Alexandre Vogler e Ronald Duarte, que vai organizar no Maus Hábitos o Ateliê Encantado, “um laboratório que concentre a pesquisa de elementos encantados”, e Cinthia Mendonça, artista e investigadora brasileira que vem à Rua do Sol para trabalhar a “estética do universo rural pós-industrial” ou a “relação entre pessoas e objectos técnicos”.

Depois das residências acima, que se iniciam em setembro, seguem-se, em outubro, Alejandro Ahmed, coreógrafo brasileiro que vem à Circolando para desenvolver Condução Óssea, projeto assente na “investigação da relação física/digital entre condutores tácteis”, e o músico alemão Ignaz Schick, nome relevante da música experimental berlinense, que estará na Sonoscopia para “uma aproximação às vanguardas musicais portuenses”.

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