A ilustração (…) faz parte integrante de mim enquanto ser humano…

Nasceu como as uvas, sem cabelo, fruto da bela colheita que foi 1970. O cabelo foi-lhe crescendo ao som das enormes impressoras da gráfica onde o seu pai trabalhava… e onde o cheiro das tintas lhe adubou os sonhos. Anos mais tarde, acalentando o desejo secreto de ser astronauta, licenciou-se em arquitetura, foi pai de dois filhos e ilustrou uma pilha de livros. É um facto que ainda não é astronauta, mas dizem por aí que passa o tempo nas nuvens, e a sua cabeça vive no lado oculto da Lua. Atualmente, porque a vida é um eterno retorno, voltou a ser careca.

Quando percebeu o que queria ser ilustrador quando fosse grande?

Quando tinha 6 anos, verbalizei pela primeira vez – do alto dos meus gloriosos 110 cm – aquilo que gostaria de ser quando fosse fisicamente grande (reforço a palavra “fisicamente”, porque na realidade nunca voltaremos a ser tão Grandes como o fomos em criança): “Quando for grande quero desenhar casas, pintar livros para criança e ser astronauta!”. Cresci, licenciei-me em arquitetura e ilustrei o meu primeiro livro aos 34 anos. Intitulado Chiu!, foi co-escrito com a Mafalda Milhões e editado pela Bichinho de Conto, e qualquer semelhança com a minha família não é de todo pura coincidência).

É verdade que ainda não me tornei astronauta, mas como a cultura em Portugal é uma atividade extremamente lucrativa e acarinhada pelo poder político, sei que um dia vou ficar rico e vou poder comprar uma viagem até ao espaço sideral. Até lá, dou-me por muito feliz por andar quase sempre com a cabeça no lado oculto da lua.

Colocando as coisas na perspetiva desta pergunta, e apesar de ser aquilo que se pode chamar um “profissional da ilustração”, na verdade não me sinto como tal. O desejo de ser ilustrador vive em mim há tanto tempo que me sinto um pouco autolimitado ao usar o termo “profissão” para definir aquilo que faço. A ilustração, o ter permanentemente as mãos sujas de tinta, faz parte integrante de mim enquanto ser humano, enquanto ser pensante que procura uma razão de existir. Sei que corro o risco de cair num discurso lamechas, pretensioso e até algo esotérico, mas quando me expresso graficamente, sinto que apenas estou a recordar aquilo que já aprendi e que faço há séculos. E talvez não esteja a falar metaforicamente.

O que considera necessário para se ser (um bom) ilustrador?

Nada mais, nada menos o que considero ser fundamental numa qualquer atividade humana, sem qualquer ordem de preferência, à exceção da primeira condição, porque lhe está tudo interligado:

– Começo obrigatoriamente por essa bela palavra que é o AMOR. Na vida nada funciona se não nos dedicarmos com um amor incondicional. A ilustração não é exceção. Quando estou a ilustrar, o dia passa lentamente lá fora, e eu nem me apercebo disso. Se tudo estiver a fluir, entro num estado alterado de consciência onde já não consigo distinguir se sou um careca a desenhar um personagem, ou se sou um personagem a sonhar com o Deus Careca que o está a desenhar. Esta é condição fulcral para tudo o que fazemos na vida… ama o que fazes, e nunca mais terás de trabalhar.

– Também é necessária muita PACIÊNCIA, porque parece fácil, mas não é, especialmente se tivermos em linha de conta que, hoje em dia, tudo parece acontecer de forma imediata. Arriscaria mesmo dizer que esse é um dos problemas que mais deteto nos miúdos… desistem rapidamente se os primeiros resultados não corresponderem às expectativas e, como é óbvio, nunca correspondem. O problema da imPACIÊNCIA é agravado pela hipervalorização que se deu à palavra INSPIRAÇÃO.

Fernando Pessoa escreveu “Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce”. Esta frase sublime carrega em si um estigma… ou se é uma criatura inspirada, permeável a um qualquer poder divino, e tudo lhe floresce nas mãos de forma imediata e acabada, OU não se pertence a esse grupo restrito de iluminados e, nesse caso, nem vale a pena tentar a sua miserável sorte. Esta é a imagem que tem sido repetida até à exaustão na história, no cinema, na literatura, na poesia e na cultura pop em geral, mistificando-a de tal forma que se tornou apanágio de meia dúzia de iluminados. Se algum dia me cruzar com a inspiração, ela encontrar-me-á a trabalhar, diria – e bem – Pablo Picasso. E isso leva-nos à terceira condição…

– O TRABALHO, que tem sempre duas faces:

a) Uma face invisível aos olhos de um observador exterior. Durante, dias, semanas, por vezes até meses, à exceção de algumas garatujas sem sentido, nada de muito concreto parece acontecer. Contudo, no interior, no centro de nós, uma tempestade elétrica fustiga-nos sem dó nem piedade a mente, em busca de uma solução até que um dia a “magia” parece acontecer. Do ponto de vista de um observador, esse é momento mágico, quase místico, onde um buraco azul se abre num imenso céu cinzento de nuvens, e ao som de trombetas angelicais, uma mão divina toca a fronte daquele que cria e, subitamente, a Obra nasce. É exatamente aqui que reside equívoco quanto à palavra INSPIRAÇÃO, porque do ponto de vista de quem cria, esse é apenas mais um momento que decorre de um trabalhoso e contínuo processo de reflexão, um momento em que o trabalho passará a ter uma…

b) … face visível, e também muito trabalhosa. Porque a perseverança e a dedicação dão imenso trabalho. Se queremos desenhar um tubarão temos de o fazer até que as nossas mãos saibam exatamente como funciona um tubarão. E quando já o dominamos, podemos desconstruí-lo, torná-lo no nosso tubarão. Brincar com ele. Rir com ele. Transformá-lo numa sardinha rufia se assim o entendermos. Mas tudo começa pelo desejo e pela teimosia. Samuel Beckett aconselhar-nos-ia a tentar. Falhar. Tentar novamente. Falhar novamente. Tentar melhor. Falhar melhor. Um conselho perfeito, porque de facto não há outro caminho.

– Prestar ATENÇÃO a tudo o que nos rodeia. O Mundo esconde histórias nos lugares mais surpreendentes. Aliás, diria mesmo que o Mundo é uma imensa história do qual cada átomo é personagem principal. Se prestarmos atenção a um grão de areia, iremos (re)descobrir o universo inteiro. A criatividade é como um músculo… treina-se. Um bom exercício é andarmos permanentemente com um caderno de desenho. Um suporte onde possamos desenhar / escrever as impressões que nos estimulam os sentidos. Podem ser colagens, rabiscos, borrões, qualquer coisa serve para nos expressarmos e dessa forma, ajudarmos o mundo a expressar-se.

Um outro exercício que eu adoro é tirar fotografias como se estivesse a ilustrar uma qualquer história. Se prestarem bem atenção, irão perceber que a mais inócua e estéril paisagem pode ser fotografada de uma forma rica e estimulante. Tudo depende da perspetiva criativa com que decidimos observá-la.

– Por fim, e consequência da atitude anterior, temos de aprender a LER NAS ENTRELINHAS. E este não é um conselho que se limite à ilustração. Considero mesmo que essa é uma das capacidades fundamentais para conquistarmos o espírito de análise e de reflexão, o saber pôr a causa que nos ajuda a manter a sanidade mental neste mundo cada vez mais alienado em que vivemos. A história principal é aquilo que mais depressa se apreende. Seja um livro, uma notícia num jornal, um post numa rede social ou uma reportagem num canal de televisão. Mas é nas entrelinhas que se escondem as verdadeiras histórias, as mais ricas e interessantes e, por vezes, as mais assustadoras também. Essa é a verdadeira função de um ilustrador… descobrir as estórias que vivem nas entrelinhas de uma história, e contá-las graficamente.

Acabaram-se as desculpas… Mãos à obra!

As atitudes / condições que enunciou são fundamentais, mas pode pormenorizar como se desenrola o seu processo criativo?

Ui! A resposta rigorosa a essa pergunta deixar‐me‐ia os dedos em sangue de tanto bater nas teclas, e a todos aqueles que porventura se aventurarem a ler este texto à beira de um ataque de sonolência. Tentarei ser breve.

A primeira coisa que faço, antes de aceitar um trabalho, é ler o texto, sentir‐lhe o pulso, perceber se consigo estabelecer com ele uma relação de empatia.

Se a resposta for afirmativa, então voltarei a lê‐lo umas 50.000 vezes, até que ele seja meu. Não funciona de outro modo. Leio‐o e releio‐o vezes sem conta, descubro as histórias que vivem nas entrelinhas, nos parágrafos e na pontuação. Porque é aí que a riqueza de um texto reside nas palavras que não foram escritas, mas que vivem escondidas nas que o foram. Nesta fase escrevo, escrevo muito. Às vezes palavras soltas, ideias desconexas e estapafúrdias, sensações, sabores, cheiros. Às vezes escrevo longos textos sobre a história, onde falo de tudo e falo de nada. Na verdade, enquanto escrevo estou a desenhar, porque escrever é desenhar de uma forma sublime. Leio em voz alta, e até já cheguei a declamar o texto em estilo rap ao som mecânico de uma música dos Kraftwerk, ou de um ritmo criado por mim numa app de caixa de ritmos que tenho no meu tablet. Tudo serve para encontrar um fio à meada.

E durante este processo, por vezes surreal para quem está de fora, surgem‐me imagens soltas, enquadramentos, cores, pequenos nadas que eu tento aprisionar no meu caderno de desenho, de uma forma descomprometida.

É a partir destes elementos que começo a trabalhar e a desenvolver as ilustrações, que muitas vezes tomam um caminho muito diferente das imagens que as fizeram nascer. Todas estas ideias acabam por ser cosidas e coladas num todo que se pretende coeso, com a execução de um storyboard. Nele se estruturam as páginas, o texto, as imagens, as cores, as manchas, os enquadramentos, os ritmos, os momentos‐chave e tudo o que possa tornar a leitura do future livro numa experiência única e rica.

Não há formulas mágicas, inspirações divinas ou milagres. Tudo se resume a trabalho, teimosia, paixão e uma paciência sem limites para tentar e falhar tantas vezes quantas as necessárias. Só assim se pode crescer, saindo da nossa zona de conforto, arriscar, inovar, nem que seja um milímetro, experimentar muitas vezes. Se não for assim, de nada vale o esforço despendido.

Apesar da era digital em que vivemos, o seu trabalho de ilustração é “manual”…

O desenvolvimento das tecnologias trouxe uma enorme mais‐valia em todos os setores da atividade humana. A ilustração, como é óbvio, não é exceção. Partilha de conhecimentos, rapidez na execução, fluidez no pensamento, pesquisa, novas ferramentas, novas técnicas e novas estéticas.

Eu uso e abuso da tecnologia em muitas áreas da minha profissão, tanto ao nível da arquitetura como da ilustração. No entanto, tenho de confessor que, no que toca à execução das ilustrações, continuo a preferir o trabalho 100% manual, mesmo correndo o risco de me tornar anacrónico. Anacrónico e com as mãos e outros sítios inconfessáveis sujos de tinta. Não significa que não ilustre recorrendo ao desenho digital… faço-o muitas vezes, mas no fim, preciso sempre de voltar a mundo analógico para manter a sanidade. Aliás, escrevi um quase‐manifesto, intitulado “O elogio do analógico”, onde abordo esta temática.

Quem segue o seu percurso percebe que é versátil, sem contudo abandonar um estilo próprio e identificável pelo leitor… É assim?

Considero-me um ilustrador versátil, tanto ao nível da abordagem estética como das técnicas utilizadas, apesar de – com toda a sinceridade que me é possível e sem qualquer sombra de falsa modéstia – considerar que não sou nem de perto nem de longe virtuoso na arte do desenho, muito pelo contrário… desenhar nunca foi um acto fácil e fluido para mim, mas sim um processo complexo com muitos mais momentos de frustração do que de sucesso. Este desassossego não significa, contudo, que o meu trabalho não possa ser identificável por quem o conhece de algum modo. Pessoalmente, penso que existem algumas características no meu trabalho que me identificam como ilustrador. Algumas são bastante visíveis, outras são tão subtis que nem eu as reconheço num primeiro olhar.

Adoro experimentar novos materiais e técnicas, novas linguagens. Adoro aprender a cada novo trabalho, sair da minha zona de conforto. O problema é que, como diria Jacques de la Palisse, quando saímos da nossa zona de conforto, sentimo-nos desconfortáveis. Esse é o preço a pagar… a angústia omnipresente de estarmos a pisar território desconhecido, que se soma às borboletas na barriga que se sentem quando vamos criar e materializar algo que previamente apenas tem existência elétrica e metafísica no nosso cérebro.

Esta ausência de uma linha contínua no trabalho desenvolvido não é uma abordagem adotada por todos os ilustradores. Há quem defenda a fidelização a uma linguagem gráfica (naturalmente a receita que mais sucesso teve no seu percurso profissional) evitando dessa forma aquilo que consideram ser uma certa fragmentação / falta de identidade no trabalho desenvolvido. São muito os ilustradores de renome que defendem este caminho, assim como o são aqueles que o contrariam. Pessoalmente, prefiro o caos e a violência criativa, a impulsividade, a intuição, a espontaneidade e a natural curiosidade pelo desconhecido. Mas devo confessar que são muitos os momentos em que vacilo, e me pergunto se esse será o melhor caminho. Ninguém disse que o ato criativo é fácil. Para mim não é nem nunca foi. Muito pelo contrário. E ainda bem.

Como ilustrador, como entende a relação entre texto e ilustração nos livros de Literatura Infantil e Juvenil?

A ilustração conta uma história. Várias histórias. A história que está escrita, mas também as estórias que vivem nos interstícios das linhas. Por isso mesmo um ilustrador é, sem dúvida alguma, um contador‐de‐histórias. E quando uma criança ainda não sabe ler a palavra escrita, as ilustrações são também, de uma certa forma, texto. Por isso mesmo, é através da leitura das ilustrações que uma criança toma contacto pela primeira vez com a leitura da palavra. E se o ilustrador fizer um bom trabalho, o prazer que uma criança retira desse momento pode perdurar uma vida inteira. Desenhar é escrever. Escrever é desenhar. Ponto final. Infelizmente ainda existem alguns (poucos, felizmente!) autores de textos que vivem agarrados à ideia de que um livro é um filho de uma família monoparental, e que a “bonecada” apenas está ali para decorar.

Qual o maior desafio que já enfrentou ou que gostaria de enfrentar em termos profissionais?

Um dos meus grandes sonhos é escrever um livro, para depois ilustrá-lo. Tenho já uma série de ideias estruturadas na minha cabeça, mas falta-me o mais importante… tempo para transformar essas tempestades elétricas que faíscam dentro da minha cabeça para algo material e concreto. Um dia, quem sabe?

Mas há um outro desafio, que cada vez é mais complexo resolver: Encontrar um ponto de equilíbrio entre a minha atividade profissional diurna (aquela que me garante que terei sempre forma de garantir a alimentação, os cuidados de saúde e a formação escolar dos meus filhos) e de ilustrador, tendo como pano de fundo a minha prioridade enquanto pai de duas crianças. Até agora tenho conseguido, por vezes com prejuízos para a minha saúde. Mais tarde ou mais cedo sei que terei de resolver definitivamente esta dicotomia, com inegável prevalência para a atividade que me faz vibrar. Mas por agora, a sensatez e o facto desta ser uma atividade muito mal paga em Portugal (se andasse nisto por dinheiro, mais valia dedicar-me à venda de bola de Berlim na praia) dizem-me para a manter assim mesmo… Uma dicotomia.

O livro O Cuquedo, escrito por Clara Cunha e ilustrado por si, recebeu uma Menção Honrosa no Prémio Nacional de Ilustração 2009. Recentemente, saiu O Cuquedo e um amor que mete medo. Como foi ilustrar essa personagem? A abordagem foi a mesma em ambos os livros ou considera que houve alguma evolução?

Dizem por aí que não devemos voltar aos lugares onde fomos felizes. Se um desses lugares for um livro, e se esse livro for O Cuquedo, este aforismo ganha uma nova dimensão na minha vida, e aqui posso falar por ela, na vida da Clara Cunha. De facto, O Cuquedo é, na minha carreira de ilustrador, um monumento. Não digo isto no sentido da auto-bajulação ou da vanglória… sejamos francos, O Cuquedo é mais um livro muito bom – um maravilhoso casamento entre texto e imagem em que o resultado é manifestamente melhor do que a soma das sua partes – no meio de um mar de livros muito bons. Falo, essencialmente, na forma como o livro foi adotado e acarinhado pelas crianças e adultos. De facto, ao fim de 10 edições e de mais de 30.000 livros vendidos, continuo a ficar absolutamente impressionado com a forma como os olhos dos miúdos brilham com este livro. Não há outra forma de pôr as coisas… há muito tempo que O Cuquedo deixou de ser nosso. Sei que é um cliché dizer isto, mas os clichés são por vezes a melhor forma de abordar uma questão.

Há muito que a ideia de fazer uma sequela de O Cuquedo estava em banho-maria entre mim e a Clara Cunha. Foi raro o momento em que estivemos juntos que essa ambição não veio à tona por entre gargalhadas e ideias malucas. Contudo, outros projetos, a vida em geral e, confesso, um certo receio partilhado de revisitar uma criatura tão carismática como O Cuquedo, sem o desvirtuar ou prejudicar o culto que há volta dele se foi criando, foram tendo como resultado um contínuo adiar desse tão desejado momento. Os anos foram passando, e o sonho foi aumentando. E ficou tão grande que literalmente foi impossível virar-lhe as costas. É que na verdade, já não era só um sonho da Clara ou meu, mas acima de tudo, do próprio O Cuquedo, que todos os dias nos gritou aos ouvidos o desejo de invadir uma vez mais as livrarias sem dó nem piedade, assustando de morte todos aqueles contrariassem de algum modo esse inevitável acontecimento. Ideias, palavras soltas, frases sem nexo, becos sem saída, ideias estapafúrdias, tudo isto foi sendo burilado e aperfeiçoado, num processo de perfeita partilha entre a Clara e eu, que culminou agora com o livro O Cuquedo e um Amor que mete Medo.

O Medo continua lá, mas agora duplicado, triplicado, e repetido e ampliado. Os tons ocre deram lugar à frescura e ao mistério do verde. Alguns animais já nossos conhecidos apareceram novamente, e muitos outros fizeram o seu batismo de fogo neste livro. E os negros “BU” deram lugar a alguns luminosos “UAU”, como só o Amor assaralhopado consegue fazer. Pelo meio, continuam a haver muitos segredos por revelar e um em particular, que é maravilhosamente gigantesco… tão grande, tão grande que já ponderámos recompensar de algum modo quem o descortinar. E mais não posso dizer. O melhor mesmo é fazer um safari pelas livrarias, e tentar encontrar este rapaz irascível e de mau feitio… mas também um pinga-amor.

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