Camões e a glória de um povo

Camões busca a identidade de um povo nos Lusíadas. Quem somos, o que nos define, que missão temos na História? Com ele fazemos uma viagem coletiva de reflexão, enaltecendo a nossa própria grandiosidade.

Texto Irene Mónica leite

Mas fica a saber que foi muito depois da sua publicação, em 1572, que “Os Lusíadas” começaram a ser lidos e o poema ganhou estatuto incontestado de obra nacional.

Segundo explica a plataforma RTP Ensina, “Camões transporta-nos numa viagem coletiva de reencontro com um passado de glórias para inspirar um tempo futuro”. A narrativa da aventura das descobertas, da abertura ao conhecimento, ao mundo e à modernidade, convida a uma meditação profunda sobre o espírito de um povo: heróis do mar ou marinheiros de naufrágios?

Publicado em 1572, cerca de 70 anos depois da viagem de Vasco da Gama para a Índia, esta obra descreve a aventura das Descobertas e entrelaça nas suas estrofes, os mitos, as figuras e os momentos históricos de Portugal. Inês de Castro, D. Afonso Henriques, D. Nuno Álvares Pereira e muitos outros, compõem o quadro de exaltação dos portugueses.

Sabias que a vida de Luís de Camões não foi nada fácil?

Não existem muitos dados biográficos sobre a vida Luís de Camões, mas a informações que vieram a público dão como provável o seu nascimento em Lisboa em 1524 ou 1525.

Supõe-se que tenha estudado em Coimbra. Como modo de vida procura a sorte das armas e suspeita-se que tenha estado em Ceuta onde, num confronto militar com mouros, perdeu um olho.

Em Lisboa é conhecido pela sua vida pouco comedida e chega a ser preso devido a um assalto em que participa.

Perdoado por D. João III parte para o Oriente, onde vai ficar por quase duas décadas.

Participa em ações militares enquanto escreve os Lusíadas que salva quando é vítima de um naufrágio, provavelmente na costa do atual Vietname.

De acordo com a plataforma RTP Ensina, é descoberto por amigos a viver como um indigente em Moçambique. Os amigos pagam-lhe as dívidas e a viagem de regresso a Lisboa onde publica, em 1572, Os Lusíadas, a obra que o tornaria imortal, sendo considerado o maior poeta em língua portuguesa de todos os tempos.

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