Vamos abraçar Janeiro!

2020 aproxima-se e com ele traz o longo mês de janeiro, onde a palavra recomeço é rainha! Aproveita para conhecer alguns simbolismos à volta desta época do ano…

Texto Irene Mónica Leite

Sabias que janeiro deriva do latim Jannarium, e era consagrado a Janus ou Jano, deus romano de duas cabeças, que protegia as entradas e as saídas, e que foi dotado por Saturno com a graça de conhecer, no passado e no presente, tudo o que quisesse?

Refira-se que este deus que presidia ao tempo, à paz e à guerra, era representado por uma cara com duas faces: uma virada para o passado e outra para o futuro, explica o site “calendários.info”.

Não podemos fugir de um simbolismo que perdura até aos dias de hoje! Isto porque por vezes, este rei era representado por uma cabeça com quatro caras – as estações do ano. Era ainda representado com uma chave na mão direita e um bastão na esquerda.

Quando havia guerra, abriam-se as portas dum templo edificado em sua honra, em Roma, e só se fechavam quando os soldados regressavam. Este mantinha-se sempre fechado em tempo de paz.

Como a porta é o princípio da casa, Jano era venerado como o deus de tudo o que se inicia: da primeira hora do dia, do primeiro dia do mês, do primeiro mês do ano, etc.

Era em honra desta divindade que os romanos costumavam visitar-se no primeiro dia do ano e trocarem presentes.

Há outro facto muito curioso: é que antes o ano começava em março!

No primeiro calendário romano, atribuído a Rómulo, fundador de Roma, o ano tinha apenas 304 dias, divididos por 10 meses. Começava em Martius (Março) e acabava em Decembris (Dezembro).

Depois, conta o mesmo site, Numa Pompílio acrescentou mais dois meses, Janeiro e Fevereiro, passando para um ano de 354 dias. Janeiro era, portanto, o 11º mês desse calendário.

No ano 153 antes de Cristo o início do ano, que até então começava a 15 de Março, passou para 1 de Janeiro, em homenagem a Jano, que protegeu os romanos durante a guerra com os Celtiberos.

Em 566, no Concílio de Tours, e em 744, no Concílio de Roma, foi determinado que fossem expulsos das Igrejas os cristãos que festejassem o 1º de Janeiro com festas pagãs.

Algumas superstições próprias do mês de janeiro:

Para os nascidos neste mês as flores da sorte são os cravos e as campânulas brancas. Mas, atenção que estas últimas não se devem levar para casa onde haja alguém enfermo, já que estas flores são tidas como presságio de morte.

As pedras preciosas que proporcionam felicidade quando oferecidas às pessoas cujo aniversário ocorra em Janeiro são as granadas, símbolo de constância. São pedras de doze faces, habitualmente de cor arroxeada.

Os agricultores acreditam que se neste mês se ouvirem os primeiros trovões haverá fertilidade de frutos, esterilidade nos campos, abundância de águas, ventos doentios e mortes de gado onde se ouvirem esses trovões.

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