Se os animais escolhessem a sua nacionalidade

Os animais são protagonistas desta história de Alice Cardoso, que associa animais a países, articulando as características de dado animal com as tradições, a cultura, a arte, a história, a geografia de certo país.

Esta ideia, aparentemente simples, ajuda a identificar o que seja isso de nacionalidade, identidade, inter-cultura-lidade, entre outros conceitos ligados à identidade e ao território. Para nos lembrar que todos os humanos, absolutamente todos, são, antes de qualquer outra coisa, cidadãos do mundo e, nesse sentido, irmãos de todos os outros. Só depois vem a especificidade própria da nacionalidade, da cultura, entre outras.

Assim, se os animais escolhessem a sua nacionalidade, a girafa seria francesa por causa da Torre Eiffel, o sapo seria russo por ser bailarino, a cabra seria holandesa por causa as tamancas e das flores, o texugo seria egípcio por causa das escavações arqueológicas, o peru seria peruano por razões óbvias, o morcego seria romeno por causa do Drácula, o grilo seria austríaco por causa do canto e da músicas, o gato seria italiano por ser o gatos da(s) bota(s), a lagosta seria espanhola, o cão seria inglês por farejar pistas, o crocodilo seria timorense, o peixe balão seria americano para ir à lua… e o galo seria português, pois claro! Sempre a cantar de galo!

A obra, com saborosas ilustrações de Cátia Vide, convoca à continuação da criatividade, desafiando o leitor a novas associações textuais e visuais, em português ou em inglês, já que o livro é bilingue.

Alice Cardoso (2015). Se os animais escolhessem a sua nacionalidade. Coimbra: Recortar Palavras.

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