Magnífico: “O Hotel Extravagância de Natal”

O Hotel Extravagância de Natal, de Tracey Corderoy e Tony Neal (Minutos de Leitura, 2018) é a história de um Natal improvável.

Uma rã, atraída por um folheto de hotel para o Natal, decide passar um Natal diferente.

Acontece que se engana no mapa (que estava de pernas para o ar) e vai ter a casa de um urso que se preparava para um simples e agradável Natal, longe do bulício da cidade.

Sendo impossível chegar a horas ao outro lado do mundo, o Urso convida a rã a viver com ele um Natal maravilhoso. Mas, quando o urso vê o folheto de Natal que a rã trazia, dá-se conta de que esta não vai encontrar ali nada do que lhe prometia o folheto. Mas, olhando para a pequena nova amiga a sonhar com um Natal mágico, propõe-se brindá-la com o que estiver ao seu alcance.

Quando a rã lhe reclama o majestoso buffet come-até-cair, o urso consegue pô-la a cozinhar uns bolinhos que ela adorou (embora não fossem exatamente como no folheto).

Ao perguntar pela grande árvore de Natal do folheto, o Urso mostra-lhe a árvore com cristais de neve e passarinhos (chamados de “decorações interativas”) e neve verdadeira, que a rã adorou, bem como os longos passeios pelo bosque e os piqueniques.

Quando, num dos passeios, encontram três renas e a rã quer fazer o passeio de trenó do folheto, o urso diz não ter trenó, mas, em alternativa, propõe-lhe uma “guerra de bolas de neve”.

Na hora de acender as luzes de Natal, o urso tem apenas velas e um céu estrelado que a rã acaba por considerar perfeitas.

Na hora de dormir, a rã qualifica o dia de mágico, mas falta ainda uma canção, apesar do folheto nada dizer sobre canções de Natal.

Quando acordaram no dia de Natal, recebem como presente um trenó para um passeio supersónico, no qual a rã pergunta se pode voltar no ano que vem, concluindo que o hotel do urso é o melhor do mundo!

Além do texto ritmado e fluido, as ilustrações emprestam, ao argumento uma colorida ternura natalícia que, de certo modo, desvanece e subtrai o ruído visual dos folhetos extravagantes de Natal.

Uma excelente e provocadora metáfora sobre o espírito natalício, dividido entre as extravagâncias de folhetos e a simplicidade da companhia de um amigo que quer ver e fazer o outro feliz. De um lado, o Natal do “ter”; do outro, o Natal do “ser” e “estar”.

Um ótimo livro para quem desafiar(-se) a viver o Natal de outro modo!

Ah! E Já agora: Feliz Natal!

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