Não Abras Este Livro

Um livro com um título destes é um apetitoso desafio ao leitor, porque toda a gente sabe que o que é proibido é mais apetecido. Então, dizer “não abras este livro” quer dizer não sabes o que perdes se não abrires este livro”.

O jogo do título mantém-se no interior. O narrador tem consciência do poder irresistível do proibido e por isso repete a cada dupla página “por favor, não vires a página” e vão ficando desolado pelo facto de o leitor não lhe obedecer. Todos os argumentos são legítimos e irresistíveis: até ao amuar e deixar de falar com o leitor, até fazer queixinhas aos pais do leitor, até prometer grito, um carro voador e, finalmente, mudar de tática e pedir para virar a página.

Só no fim e de modo absolutamente surpreendente ficamos a saber a razão pela qual não se podia virar s página.

Os paratextos da contracapa (ficha técnica e breve texto explicativo das razões de origem e edição da história, entre outras) manifestam o carácter engenhoso do autor.

Andy Lee & Heath McKenzie (2017). Não abras este livro. Lisboa: Jacarandá.

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