Precisamos de uma educação do coração

Quem o diz é o 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, líder espiritual do Tibete e Prêmio Nobel da Paz, num artigo escrito com Franz Alt, jornalista de TV e autor do livro, “Um apelo ao mundo: o caminho para a paz em tempos de divisão”.

Partindo da ideia de que somos todos interdependentes uns dos outros e que é necessário coexistir, deseje-se ou não, defende-se que é tempo de entendermos que somos todos seres humanos iguais neste planeta.

Argumenta-se ainda que a história mostra que quando as pessoas perseguem apenas seus próprios interesses nacionais, há conflitos e guerras, sendo esta uma visão míope e estreita, não realista e desatualizada.

A conclusão é a de vivermos juntos como irmãos e irmãs é o único caminho para a paz, para compaixão, para a presença mental e para termos mais justiça, assente numa ética secular global que possa acolher todos, crentes e os ateus incluídos.

Para promover e instaurar esta ética, é preciso uma “educação formal dê atenção à educação do coração, que ensine o amor, a compaixão, a justiça, o perdão, a presença mental, a tolerância e a paz. Essa educação (aprendizagem social, emocional e ética ) é necessária, desde o jardim de infância até o ensino médio e às universidades”, sendo necessário “uma iniciativa mundial para educar o coração e a mente nesta era moderna”.

Os sistemas educacionais, asseguram, são orientados principalmente para valores materiais e para o treinamento do intelecto, o que não chega, sendo urgente colocar mais ênfase nos valores internos do diálogo, e da não-violência, como meio de resolver conflitos.

“As gerações mais jovens têm uma grande responsabilidade em garantir que o mundo se torne um lugar mais pacífico para todos. Mas isso só poderá se tornar realidade se educarmos, não apenas o cérebro, mas também o coração. Os sistemas educacionais do futuro devem dar maior ênfase ao fortalecimento das habilidades humanas, como o afeto, o senso de unicidade, a humanidade e o amor”.

É necessário aprender que a humanidade é uma grande família e que somos todos, fisicamente, mentalmente e emocionalmente, irmãos e irmãs e de que, ao fim e ao cabo, cada um de nós nasceu da mesma maneira e morrerá da mesma maneira.

Artigo original aqui.

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