Andreia Morais… sobre A Casa do João

«Brinca-se todo o tempo, mesmo quando se está sério e em silêncio»

A tecnologia, em geral, e as redes sociais, em particular, podem ser bastante benéficas e úteis. Não só para motivos de lazer, mas também para questões académicas e/ou profissionais e, ainda, para a divulgação de projetos autónomos, didáticos e cujo único propósito passa por fornecer conteúdo de qualidade, sem qualquer custo associado. É, portanto, o uso desgovernado que fazemos destes recursos que lhes pode associar desvantagens e perigos iminentes. Como muitas vezes refiro, o segredo passa por uma gestão equilibrada e consciente. E foi, precisamente, numa utilização desta natureza que fiquei a conhecer, através do Instagram, A Casa do João.

Esta revista de literatura infantil e juvenil é «plural, democrática e independente» e tem um «caráter informativo e abrangente», procurando ser, igualmente, «esclarecedora e atrativa no contacto com o público». Dirigida pelo escritor João Manuel Ribeiro, tem periodicidade trimestral. É editada pela Tropelias & Companhia [Associação Cultural, em parceria com o Centro Cultural de Amarante e o Centro UNESCO da mesma cidade] e destina-se a crianças, pais, educadores e professores. Inserindo-me no terceiro grupo – ainda que preserve a criança que fui -, achei o conceito inovador, interessante e ambicioso. Naturalmente, até porque a minha curiosidade fez-se logo notar, quis descobrir mais acerca desta iniciativa tão vantajosa para a minha área de formação.

Foi, sem qualquer dúvida, uma agradável surpresa, porque A Casa do João consegue reunir temas mais gerais e assuntos mais específicos, criando um espaço de leitura diversificado. Em simultâneo, percebe-se que privilegia dois pólos complementares: a informação, que nos permite conhecer e saber, e o elemento lúdico, que nos diverte e desenvolve outras competências da nossa personalidade. É este compromisso unificador que atribui ainda mais encanto ao produto. Além disso, por respeitar «os princípios consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança», «rege-se por critérios de rigor e criatividade editorial, sem qualquer sujeição de ordem ideológica e política». E foi com um enorme aconchego no coração que li que esta ideia nasceu com «o primordial objetivo de contribuir para a formação de cidadãos informados, conscientes e participativos» e que «estimular a leitura e fomentar o gosto pelos livros no público infantil é uma das grandes missões que norteiam a direção do projeto».

É possível visualizar a revista online, descarregá-la em versão PDF [aqui] e pedi-la em papel [enviando um e-mail para acasadojoao2017@gmail.com]. Qualquer uma das opções é gratuita e vale bem a pena! Optei pela terceira modalidade e maravilhei-me com a qualidade, porque é percetível a «forte componente gráfica e visual», que valoriza o exterior e o interior, dando vida aos textos e às conversas. Tenho pena de só ter descoberto A Casa do João no quarto número e de já não existirem exemplares do primeiro e do segundo, pois gostaria de os acrescentar à minha estante [o terceiro chegará com o quinto]. No entanto, isso acaba por ser um ótimo sinal, pois acredito que a solicitação seja cada vez maior. Atendendo a que posso lê-la à distância de um clique, já me fui inteirar do que andei a perder. E rendi-me por completo!

Concretizações com esta magnitude são essenciais e simbolizam a preocupação com o outro. E isto é serviço público no seu melhor, até porque se adequa a qualquer faixa etária. As crianças podem expandir a sua imaginação, ao mesmo tempo que estão a aprender. E os adultos têm a oportunidade de recuar à infância, envolvendo-se neste ambiente mágico de brincadeira. É, inclusivamente, uma sugestão fantástica para momentos em família.

Já conheciam?

in asgavetasdaminhacasaencantada@hotmail.com

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